A forma como vivemos e os nossos valores são a expressão da sociedade na qual vivemos. E agarramo-nos a isso. Não o digo por ser presidente. Pensei muito nisto. Passei mais de 10 anos na solitária. Eu estive 7 anos sem ler um livro e tive muito tempo para pensar. E descobri o seguinte: ou és feliz com pouco, com pouca bagagem, porque a felicidade está dentro de ti, ou não consegues nada. Isto não é uma apologia da pobreza, mas da sobriedade. Mas como inventámos uma sociedade de consumo e a economia tem que crescer, porque se não cresce é uma tragédia, inventamos uma montanha de consumos supérfluos. Compra-se e descarta-se. Mas o que estamos a gastar é tempo de vida. Quando eu compro algo ou tu, não o compras com dinheiro, mas com tempo de vida que tiveste que gastar para ter esse dinheiro. Mas tem um detalhe: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida gasta-se. E é lamentável gastar a vida, para perder a liberdade.
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Na Alemanha, fui escoltado por 25 motos BMW e fui posto num Mercedes Benz cuja porta pesava 3 mil quilos, porque era blindada. Para quê tudo isto? Francamente… sou humilde e aceito o que me dão, mas enfim… Eu tenho de dizer o que penso.
José Mijuca, ex-presidente do Uruguai, retirado de https://www.youtube.com/watch?v=FpfsXQKG8vY&t=1s
Há quem procure felicidade nas alegrias instantâneas… mas, claro, não a encontra aí, porque uma ilusão nunca pode ser caminho para qualquer realidade, menos inda para a verdadeira felicidade.
Podemos ser felizes, sim. Mas sem negar as adversidades e o sofrimento. Entregando-nos de forma generosa, teimando num amor que supera a tristeza e a maldade.
A verdadeira felicidade é mais profunda que qualquer angústia ou desafio, é a esperança que brota do nosso interior.
Podemos ter então diferentes sorrisos, mas todos eles provêm da nossa existência.
José Luís Nunes Martins, in “Filosofias” (adaptado)
Os jovens devem confiar mais em si mesmos, ser pessoas independentes e responsáveis. Descobrem os talentos que Deus lhes deu e decidem viver as virtudes maristas como o trabalho, a modéstia e a simplicidade, que descobrem nos exemplos dos demais. Com essas atitudes enfrentam a as correntes de pensamento egoístas e o consumismo. Compartem uns com os outros a alegria de viver. Procuram desenvolver a sua autoestima e encontrar o seu lugar no mundo e na família marista, servindo quem os outros. Muitos encontram a sua vocação como “líderes de serviço.”
Instituto dos Irmãos Maristas, in “Evangelizadores entre os Jovens”
Desde o seminário maior que Marcelino dava voltas à ideia de formar uma comunidade de irmãos dedicados à educação da juventude.
A 28 de outubro de 1816, Champagnat foi chamado a uma aldeia próxima de La Valla para confessar um jovem moribundo, que nada sabia de Deus. Marcelino instrui-o, ouviu-o em confissão e preparou-o para a morte. Em seguida foi visitar outra pessoa doente. Quando voltou a casa da família Montagne, soube que o rapaz tinha falecido.
O encontro com este adolescente transforma Marcelino e dá-lhe a inspiração necessária para concretizar um sonho que alimentava desde o Seminário: fundar uma congregação de Irmãos para evangelizar através da educação de crianças e jovens, principalmente os mais necessitados. Apenas uns meses depois, a 2 de janeiro de 1817, nascem os Pequenos Irmãos de Maria.