Bom Dia Maristas

MARÇO

UM CORAÇÃO NOVO

É triste, não quando deixamos de ser crianças, ou nos tornamos adultos, triste é quando deixamos de sonhar, de lembrar, de ter criatividade, imaginação, de viver a juventude que há em nós.

Construímos um stress em volta das nossas próprias fatalidades, sim aquelas que nós próprios criamos, sem ver o que está para além das estrelas, o que mais faz sentido na vida: as pequenas coisas que ela nos pode oferecer.

O quê por exemplo? É tão simples, basta pensar naquilo que nos faz felizes: o amor, a amizade, os sonhos, quantas vezes não nos perdemos disso quando nos devíamos perder nelas?

A vida vale a pena quando deixamos que o coração sonhe, que cative outra alma, sem receios, sem medos, sem rodeios, o que nos é fiel e nosso viverá para sempre na nossa essência, basta simplesmente não esquecer…

Vivamos a vida com um olhar de criança, com a magia secreta de um sorriso nos lábios, senão tornar-nos-emos presunçosos, arrogantes, sábios que de sabedoria não teremos nenhuma, se não soubermos cativares a nossa rosa, o nosso amor, o que temos de mais valioso: a vida. E se chorarmos, se sofrermos, então o melhor é sorrir porque nos deixámos cativar, porque valeu a pena… se aos olhos dos outros não se revê, se o mundo não vê o que sentimos, basta explicar-lhe que o “essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração” (St Exupéry).

 

Carolina Cruz, in https://gestoolharesorriso.blogs.sapo.pt/palavras-que-nao-sao-minhas-124443

amor que Cristo nos ensina, e a que nos convida, parece muitas vezes para além das nossas capacidades. Afinal, que amor pomos no que fazemos? Que amor pomos no que pensamos? Que amor alimentamos e permitimos que permaneça nos nossos corações, que nos leve a superar-nos em atenção, em ajuda concreta, em solidariedade?

Que amor conseguimos pôr em cada gesto quotidiano, em cada palavra, em cada minuto que dedicamos à escuta do outro? Que sensibilidade temos em relação à solidão e ao sofrimento discreto da alma, cuja dor é tão ou mais destruidora do que a física?

Como combatemos a indiferença? Somos capazes de sair de nós próprios, ou já só agimos por reação, e a conta gotas, aos estímulos que nos chegam pelas notícias ou pelas redes sociais, de conflitos mais ou menos distantes, ou de casos mais ou menos mediáticos? E conseguimos ver quem está mesmo ao nosso lado?

Que amor pomos no que fazemos? Com que alegria o vivemos?


Ângela Roque, in https://pontosj.pt/especial/que-amor-poes-no-que-fazes/ 

E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.

 

Susanna Tamaro, in “Vai aonde te leva o coração”

A ecologia humana implica também algo de muito profundo que é indispensável para se poder criar um ambiente mais dignificante: a relação necessária da vida do ser humano com a lei moral inscrita na sua própria natureza. Bento XVI dizia que existe uma «ecologia do Homem» porque «também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece». Nesta linha, é preciso reconhecer que o nosso corpo nos põe em relação direta com o meio ambiente e com os outros seres vivos.


Papa Francisco, in Laudato Sí (nº 155)

Lembra-te de mim

 

Lembra-te de mim

Apesar do meu adeus

Lembra-te de mim

Sem dor nos olhos teus

Se bem que longe estarei

Em mim tu ficarás

E a melodia que nos une à noite ouvirás

 

Lembra-te de mim

Mesmo que p’ra longe vá

Lembra-te de mim

Se a guitarra ouvires chorar

Para sempre eu irei morar dentro de ti

Até de novo te envolver

Lembra-te de mim

 

Música “Lembra-te de mim” do filme “Coco” da Disney, https://www.youtube.com/watch?v=Yi6jBbdFI3M