Bom Dia Maristas

NOVEMBRO

COLORIMOS SORRISOS

“Inspirou de forma profunda e relaxante uma vez, depois outra. Pouco a pouco, tomou consciência de um murmúrio distante e familiar, ecoando suavemente de um cume da montanha para outro. Ouviu com atenção.

– Acredita… acredita… acredita… _ dizia o murmúrio. (…)

Primeiro, a princesa ficou perplexa. Passou algum tempo. Depois, como um raio, compreendeu. A música vinha do seu íntimo!

Com um sorriso nos lábios, energia no andar e uma canção no coração, começou a descer para um esplendoroso pôr do Sol de mil cores.”

 

Marcia Grad, in A princesa que acreditava em contos de fadas (p. 213)

Amar significa alegrar-se pelo outro, pelos seus sucessos. Como é importante ensinar as crianças, desde pequeninas, a celebrar a alegria dos outros! Um aniversário, uma conquista, porque é lindo que a família seja o lugar onde se festeja a alegria. 

 

Papa Francisco

“Como os seus lábios entreabertos esboçavam um semi sorriso, disse ainda para comigo: “O que me comove tanto neste principezinho adormecido é a sua fidelidade a uma flor, é uma imagem de rosa que brilha nele como a chama de uma candeia, mesmo quando dorme.” E pressenti-o mais frágil ainda. É necessário proteger bem as candeias: uma rajada de vento pode apagá-las…”

 

Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho.

“Vive para os outros e, enquanto depende de ti, procura que estes vivam mais felizes. Aprende humildemente o serviço de quem está à tua volta, mas não te faças escravo de ninguém. Tudo o que fizeres fá-lo livremente e por amor. Conhece bem as tuas carências e as tuas necessidades, mas não deixes que o mundo se feche em torno de ti próprio, seria um mundo demasiado pequeno e solitário. Olha para quem vive perto de ti como se tivesse sido o próprio Deus a confiar-te responsabilidades. Dá graças pelos amigos e dedica-te a eles de coração.

 

Nuno Tovar de Lemos, s.j., in O Príncipe e a Lavadeira

As crianças têm a capacidade de sorrir e de chorar. Algumas, quando pego nelas ao colo para as abraçar, sorriem; outras, quando me veem vestido de branco, pensam que sou o médico que vim para lhes dar a vacina, e choram… mas espontaneamente! As crianças são assim: sorriem e choram, duas situações que em nós, adultos, com frequência se bloqueiam»; já não somos capazes… Muitas vezes o nosso sorriso torna-se de papelão, sem vida, um sorriso que não é vivaz, um sorriso artificial, de palhaço. As crianças sorriem e choram espontaneamente. Depende sempre do coração, e muitas vezes é o nosso coração que se bloqueia e perde a capacidade de sorrir e de chorar. E então, as crianças podem ensinar-nos novamente a sorrir e a chorar. Mas nós devemos perguntar: sorrio espontaneamente, com vivacidade, com amor, ou o meu sorriso é artificial? Ainda choro, ou perdi a capacidade de chorar? Duas perguntas muito humanas, que as crianças nos ensinam. 

 

Papa Francisco, in AUDIÊNCIA GERAL, Praça São Pedro, Quarta-feira, 18 de Março de 2015