A família não é apenas uma comunidade: é a comunhão de pessoas. O que significa que cada um dos membros da família participa na “humanidade” dos outros; marido e mulher, pais e filhos, filhos e pais. Portanto, a família tem grande importância como escola de participação. E, por isso, é uma grande perda quando falta esta escola de participação, quando a família está destruída. Caríssimos jovens, empenhai-vos em construir uma família sã no vosso futuro! Uma família sã é a garantia mais segura de serenidade para os cônjuges e é o maior dom que podemos dar aos nossos filhos.
A família estrutura a sociedade e suporta a Humanidade. A família não conhece a diferença de raças, de condições sociais ou económicas. Porque os laços de amor, cumplicidade, ternura, ultrapassam todos os limites que fomos construindo ao longo da História, criando os pobres e os ricos, os primeiros e os terceiros mundos. Avós, tios e primos… uma rede que cuida e protege como nenhuma outra, por mais que se procurem soluções alternativas… Precisamos de cuidar e proteger as nossas famílias.
Isabel Figueiredo, in “Vale a pena pensar nisto” (p. 74)
““Colocar as peças do presépio em nossas casas pode ser muito mais do que cumprir uma tradição. Se o fizermos com amor, descobrimos a simplicidade daquela noite, a beleza da estrela que iluminou o céu; conseguimos sentir o amor de uma jovem mãe que olhou encantada para o seu bebé e o pai, protetor e atento; o presépio de Belém é o maior presente de Natal.”
Isabel Figueiredo, in “Vale a pena pensar nisto” (p. 46)
A Festa de Natal é um “milagre” que se renova todos os anos. Um milagre que se prepara com “grandes batimentos de coração” e cujo futuro se lê nos olhos das crianças. O Natal, festa da memória, festa da família, festa da recordação, festa da fé e da esperança, atravessou séculos e milénios sem morrer. Isso também é um “milagre”, que essa festa não morra nunca, que renasça sem cessar, nas épocas e locais mais diversos, à imagem daquilo de que ela própria é testemunho no coração do Inverno e da noite.”
É o Natal que nos traz a melhor prenda que alguma vez a humanidade recebeu: a Encarnação divina, o Menino Jesus! Anuncio-vos uma grande alegria (Lc 2, 10) é a mensagem que nós celebramos no Natal. A vitória da vida sobre a morte. No Natal, comemoramos todos os anos, mais um aniversário do nascimento de Jesus.
Jesus nasceu na pobreza e em pobreza viveu para assim nos enriquecer, despojada de conforto, mas plena de Graça.
Será demais pedirmo-nos uns momentos para participarmos na festa do Aniversariante, com toda a alegria que nós contivermos e com toda a simplicidade da pureza que nós retivermos?
António Bagão Félix, in “Do lado de cá, ao deus-dará” (p.165)