Bom Dia Maristas

JUNHO

UMA CASA PARA TODOS

A Igreja não é só dos puros, daqueles que são totalmente coerentes, e os outros devem ser afastados. A Igreja é santa, não rejeita os pecadores; não afasta nenhum de nós, porque chama e acolhe a todos, está aberta também aos distantes, chama todos a deixar-se abraçar pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de O encontrar, de caminhar rumo à santidade. 

Por ser justamente santa, a Igreja é uma casa de misericórdia que acolhe os pecadores. Ser pecadora não é uma nota ou propriedade da Igreja. A nota da Igreja é ser santa. Pecadores são os membros da Igreja, como um acidente de percurso, pois todos somos chamados à santidade, embora não o sejamos no percurso que fazemos.

Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz cruel, mas é como o pai da parábola evangélica. Podes ser como o filho que deixou a casa, que esteve mais distante de Deus. Quanto tiver a força de dizer: quero voltar para casa, encontrará a porta aberta, Deus vem ao teu encontro porque te espera sempre; Deus te espera sempre, Deus te abraça, beija-te e faz festa. Assim é o Senhor, essa é a ternura do nosso Pai Celeste. O Senhor quer que façamos parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para abraçar a todos, que não é a casa de poucos, mas de todos, onde todos possam ser renovados, transformados e santificados pelo amor: os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes, os que se sentem desanimados e perdidos”.

 

(Papa Francisco, Igreja da Misericórdia – Minha visão para a Igreja)

I am not a stranger to the dark

“Hide away, ” they say

“‘Cause we don’t want your broken parts”

I’ve learned to be ashamed of all my scars

“Run away, ” they say

“No one’ll love you as you are”

But I won’t let them break me down to dust

I know that there’s a place for us

For we are glorious

When the sharpest words wanna cut me down

I’m gonna send a flood, gonna drown ‘em out

I am brave, I am bruised

I am who I’m meant to be, this is me

Look out ‘cause here I come

And I’m marching on to the beat I drum

I’m not scared to be seen

I make no apologies, this is me

Oh-oh-oh-oh

Oh-oh-oh, oh-oh-oh, oh-oh-oh, oh, oh

Another round of bullets hits my skin

Well, fire away ‘cause today, I won’t let the shame sink in

We are bursting through the barricades and

Reaching for the sun (we are warriors)

Yeah, that’s what we’ve become (yeah, that’s what we’ve become)

I won’t let them break me down to dust

I know that there’s a place for us

For we are glorious

When the sharpest words wanna cut me down

I’m gonna send a flood, gonna drown ‘em out

I am brave, I am bruised

I am who I’m meant to be, this is me

Look out ‘cause here I come

And I’m marching on to the beat I drum

I’m not scared to be seen

I make no apologies, this is me

Oh-oh-oh-oh

 

(“This is me” de Keala, https://www.youtube.com/watch?v=CjxugyZCfuw)

(…) E, de tal experiência [a pandemia Covid-19], brotou mais forte a consciência que convida a todos, povos e nações, a colocar de novo no centro a palavra «juntos». Com efeito, é juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos. De facto, as respostas mais eficazes à pandemia foram aquelas que viram grupos sociais, instituições públicas e privadas, organizações internacionais unidas para responder ao desafio, deixando de lado interesses particulares. Só a paz que nasce do amor fraterno e desinteressado nos pode ajudar a superar as crises pessoais, sociais e mundiais. (…)

Enfim, o que se nos pede para fazer? Antes de mais nada, deixarmos mudar o coração pela emergência que estivemos a viver, ou seja, permitir que, através deste momento histórico, Deus transforme os nossos critérios habituais de interpretação do mundo e da realidade. Não podemos continuar a pensar apenas em salvaguardar o espaço dos nossos interesses pessoais ou nacionais, mas devemos repensar-nos à luz do bem comum, com um sentido comunitário, como um «nós» aberto à fraternidade universal. Não podemos ter em vista apenas a proteção de nós próprios, mas é hora de nos comprometermos todos em prol da cura da nossa sociedade e do nosso planeta, criando as bases para um mundo mais justo e pacífico, seriamente empenhado na busca dum bem que seja verdadeiramente comum.

 

(Papa Francisco, Mensagem para o 56º Dia Mundial da Paz 2023)

The sea wants to kiss the golden shore

The sunlight warms your skin

All the beauty that’s been lost before wants to find us again

 

I can’t fight you any more, it’s you I’m fighting for

The sea throws rock together but time leaves us polished stones

 

We can’t fall any further if

We can’t feel ordinary love

And we can’t reach any higher,

If we can’t deal with ordinary love

 

Birds fly high in the summer sky and rest on the breeze.

The same wind will take care of you and I.

We’ll build our house in the trees.

 

Your heart is on my sleeve

Did you put it there with a magic marker?

For years I would believe that the would couldn’t wash it away

 

‘Cause we can’t fall any further if

We can’t feel ordinary love

And we can’t reach any higher,

If we can’t deal with ordinary love

 

Are we tough enough for ordinary love?

 

We can’t fall any further if

We can’t feel ordinary love

And we can’t reach any higher,

If we can’t deal with ordinary love

 

(“Ordinary Love” dos U2, https://www.youtube.com/watch?v=XC3ahd6Di3M)

A janela, que és tu…

Adoro casas com janelas. Todas têm, eu sei. Mas há aquelas janelas que são especiais…que são como uma porta aberta, que deixam entrar luz, que deixam ver mais além do que é imediato aos olhos. 

Gosto de janelas de vários formatos, de conhecer a sua história ou de imaginar o que está por detrás de cada traço… na verdade, gosto do que me possibilitam compreender através dela(s).

Quando abro uma janela, sinto (me) vida… a vida que se apresenta todos os dias, a cada instante, de forma mágica. 

A janela permite ver e sentir os raios de sol, ouvir a chuva, olhar para aquele limoeiro, que só de saber que lá está faz companhia. A janela pela manhã traz o cantar dos passarinhos, os passos apressados, os risos ou o choro das crianças… A janela traz movimento, o movimento da vida. 

 

Para onde olhas da tua janela? O que vês de lá? O que observas e o que sentes?  

A janela liga-nos ao que está fora. 

 

Tenho aprendido que o que vemos da nossa janela, depende da perspetiva da nossa casa. Quanto mais janelas abrir, mais podemos deixar ir e também permitir entrar. Uma janela que abre também fecha. E às vezes é preciso parar. Silenciar. Apenas ficar. 

Contempla da tua janela a vida que há em ti. Com coragem, respeita o que és à luz do que vês e do que sentes. 

 

A janela, que és tu vai para além das aparências, é muito mais profunda. Está repleta de amor. Porque essa é a nossa verdadeira natureza. 

Agora, abre a janela que és tu…

 

Carla Correia

Senhor que fizeste o mar, a terra, o céu e o vento…

Senhor que tudo me dás e tudo me tiras…

Senhor que me impeles e me reténs…

És Tu, meu Pai, que fazes em mim tudo o que é novo.

 

És quem me dá a coragem para navegar nas ondas do mar imenso.

Sei que é a missão que me confias.

Sei que me queres a navegar na Tua Barca,

que é a Igreja una e Santa.

 

És Tu que visitas o Teu povo e lhe ofereces a Esperança infinita.

És Tu quem ergue as fronteiras do bem e do mal…

És Tu quem nos ama até à última consequência:

A Morte de Cruz, para que jamais pereçamos!

 

E num infinito mar revolto que me habita…

És Tu quem acalma a tempestade da minha vida.

És Tu quem, com um Pedacinho de Pão, me ilumina e guia.

És Tu que me inundas com um turbilhão de Palavras

que se revelam em brisa suave.

 

Cristo Jesus, dá-me Força e Fé

para levar-Te a todos e para que eu leve todos a Ti.

 

Liliana Dinis