S. Thomas More, em 1516, escreveu a obra “A Utopia”. Nela relata um mundo melhor, uma vida melhor, uma pessoa melhor, a existência melhor. Fala sobre um lugar feliz e bom.
Nessa obra existem duas partes. A primeira é uma crítica ao mundo inglês da época e a segunda versa sobre uma conversa que S. Thomas More teve com um navegador português que relatou a sua viagem até à América do Sul, hoje Perú.
Esse navegador descreveu que encontrou a Ilha da Felicidade – Ilha da Utopia, onde cada pessoa procura fazer o seu melhor, para que as outras pessoas possam ter uma vida mais feliz. Relata que as pessoas não queriam ser melhores que as outras pessoas, mas melhores para as outras pessoas.
O sentido mais próprio da palavra Utopia deverá ser ainda não. Aliás, nós usamos um termo para isso – Sonho. Qual é o teu sonho? Qual é o teu desejo? Qual é o teu propósito? Qual é o teu objetivo na vida?
Eu e tu temos um desejo imenso de que consiga ser melhor para mim, mas também que seja melhor para as outras pessoas. Não por mera doação, mas porque é isso que me permitirá que a minha vida não seja pequena, banal, fútil, descartável…
Em nenhum momento nos deveremos deixar cair na armadilha de imaginar um jamais e ficarmos sempre com a ideia de que isso é utópico, mas encarar essa utopia no sentido do ainda não. Cada um de nós aperfeiçoa aquilo que num ponto de partida pode parecer uma impossibilidade. Mas isso só é possível porque homens e mulheres por todo o mundo são capazes de fazer o melhor na condição que eles têm.