Bom Dia Maristas

NOVEMBRO

CONSTRUIR O NOSSO FUTURO

Plante o futuro 

Um senhor idoso amava muito as plantas. Todos os dias acordava muito cedo para cuidar do seu jardim. Fazia isso com tanto carinho e mantinha o jardim tão bonito, que não havia quem não admirasse as suas plantas e flores. 

Certo dia, resolveu plantar um sabugueiro. Enquanto fazia o serviço com toda a dedicação, aproximou-se dele um jovem que lhe perguntou: 

– Que planta é essa que o senhor está plantando? 

– Acabo de plantar um sabugueiro! – respondeu. 

– E quanto tempo é que vai demorar para dar fruto? – indagou o jovem. 

– Ah! Mais ou menos uns 15 anos – respondeu o velhote. 

– E o senhor espera viver assim tanto tempo? – questionou o rapaz. 

– Não, meu filho, provavelmente não estarei aqui nessa altura. 

– Então, qual é a vantagem de plantar uma árvore se o senhor não vai comer do seu fruto? 

O velho, olhando serenamente nos olhos do rapaz, respondeu: 

– Nenhuma, meu filho, exceto a vantagem de saber que ninguém comeria as bagas do sabugueiro se todos pensassem como tu. 

O rapaz, ouvindo aquilo, despediu-se do velho e saiu pensativo. Depois de caminhar um pouco, encontrou à sua frente uma árvore e parou para descansar à sua sombra. 

De repente, olhou para cima e percebeu que se tratava de um sabugueiro carregado de frutos maduros. 

Pode então saborear as deliciosas bagas. Enquanto comia, lembrou-se da sua conversa com o velho e refletiu: “Estou a comer estas bagas porque alguém há 15 anos plantou esta árvore. Talvez essa pessoa não esteja mais viva, mas os seus frutos estão.”

O importante é plantar e saber que um dia alguém será beneficiado. 

 

Maria Salette e Wilma Ruggeri, in “livro Para Que Minha Vida Se Transforme” 

 

A Educação como instrumento de transformação da sociedade: qual é a finalidade da educação?

 

A Educação é uma jornada que começa na infância e continua ao longo de toda a vida. Ela não se limita apenas à transmissão de conhecimento académico, mas engloba também a formação de valores, habilidades sociais e emocionais. 

Através da Educação, as crianças aprendem não apenas a ler e escrever, mas também a compreender o mundo ao seu redor, a pensar criticamente e a tomar decisões informadas.

A Educação foi usada, ao longo da história do mundo, como ferramenta para concretizar os objetivos, interesses e demandas de uma determinada época e sociedade e não apenas para a transmissão de conhecimento genuíno. Em vista disso, é possível perceber que ela se transforma e se adapta à medida que as mudanças sociais, comportamentais, económicas e políticas acontecem.

Ainda assim, um dos principais aspetos da Educação como instrumento transformador da sociedade é a promoção da igualdade de oportunidades. Ela abre portas para que talentos sejam descobertos e desenvolvidos. Uma sociedade que valoriza a Educação como um direito fundamental está mais propensa a ser inclusiva e igualitária.

Além disso, a Educação desempenha um papel vital na construção da cidadania. Ela ensina os princípios da democracia, os direitos e deveres dos cidadãos e a importância da participação ativa na vida pública. 

Uma sociedade educada está mais apta a tomar decisões informadas, a eleger líderes responsáveis e a participar de debates construtivos sobre questões sociais, políticas e económicas.

 

Retirado de https://colegioplanck.com.br/a-educacao-como-instrumento-transformador-da-sociedade/

 

Desejamos a liberdade e a segurança desde os primórdios da civilização, mas é necessário um equilíbrio entre ambas, senão o exercício do primeiro coloca em risco o segundo, e o excesso do segundo coloca em risco o primeiro. Pode ser paradoxal na medida em que para ser efetivada como direito, a segurança necessariamente reivindica o estabelecimento de um conjunto de regras, de normas jurídicas por todos aceites, que vão limitar a liberdade individual. Ou seja, o marco de fundação e sustentação da civilização foi a renúncia de parte da liberdade individual para tornar possível a vida em sociedade. A figura do Estado como regulador da liberdade, como compensador e punidor, detém o uso legitimado da violência, sempre visando a supremacia do interesse coletivo em detrimento do individual. O exercício da liberdade individual sem limites produz um estado anárquico, em que a segurança de todos ficará prejudicada, e prevalecerá a lei dos mais fortes. Um estado de medo coletivo. Não há liberdade sem segurança, mas a segurança em excesso reduz a liberdade produzindo estado análogo a escravidão”.

 

Oséias Francisco da Silva, retirado de https://www.pensador.com/frase/MzIxOTU3MQ/ (adaptado)

A liberdade de expressão é um direito que faz parte da Constituição portuguesa, ou seja, do conjunto de leis que governam Portugal. Esta liberdade compreende também o direito de informar e ser informado sem que haja proibição ou censura. Mas atenção, isto não quer dizer que podemos inventar mentiras e espalhá-las. Este direito traz também responsabilidades e devemos ter sempre em conta a verdade daquilo que dizemos e o respeito pelos outros.

Com a liberdade de expressão podemos participar numa manifestação, dar uma entrevista onde damos a nossa opinião à vontade, sem termos medo de sermos castigados pelo que dizemos.

Para ti este é um direito que sempre conheceste, mas a verdade é que, em Portugal, nem sempre as pessoas puderam dizer o que pensavam. Antes do 25 de Abril de 1974 era proibido falar sobre vários temas, principalmente sobre a política. Nem os meios de comunicação social eram livres de informar. Pelo contrário, os jornalistas que escrevessem algum artigo ou notícia que não favorecesse o governo podiam ir presos.

Todas as notícias eram lidas antes de serem apresentadas e eram cortadas as partes que não queriam divulgar com um lápis azul. A isto chama-se “censura”. A censura pode ser usada para controlar uma população. Quem não sabe o que está a acontecer, não pode agir.

É por isso que a liberdade de expressão é uma das bases da Democracia e é um direito garantido pela Declaração dos Direitos do Homem, só quando estamos informados e conhecemos os diferentes lados de um problema, podemos resolvê-lo.

 

https://ensina.rtp.pt/artigo/o-que-e-a-liberdade-de-expressao/

“Os tempos estão a mudar. E os tempos de mudança são inspiradores, não esqueçamos. O que nos está a ser dito? – é a pergunta necessária. O que é que esta avalanche cultural nos revela? De facto, a grande crise, a mais aguda, não é sequer a dos acontecimentos, decisões e deserções que nos trouxeram aqui. Dia a dia, sobrepõe-se um problema maior: a crise da interpretação. Isto é, a falta de um saber partilhado sobre o essencial, sobre o que nos une, sobre o que pode alicerçar, para cada um enquanto indivíduo e para todos enquanto comunidade, os modos possíveis de nos reinventarmos.”

 

D. José Tolentino Mendonça, in “O Hipopótamo de Deus”