A mesa da Eucaristia é a porção utópica do mundo. No banquete eucarístico, ‘todos os interditos caem’: é ali que somos chamados, reunidos na diferença, convidados ao futuro. Esta mesa não é uma mesa capturada pelo nosso hoje — ela é o nosso amanhã, o lugar que nos desinstala e reconforta, que nos impele a construir uma humanidade onde cabe cada pessoa.
Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais bela de todo o jardim.
Mas começou a reparar que as pessoas apenas a observavam à distância.
Com o tempo, percebeu que, ao seu lado, havia sempre um sapo e foi por essa razão que ninguém se aproximava. Incomodada com a descoberta, ordenou ao sapo que se fosse embora.
O sapo, humildemente, respondeu:
– Está bem, se é isso que desejas.
Algum tempo depois, o sapo passou pelo lugar onde costumava estar a rosa e ficou surpreendido ao vê-la murcha, sem folhas nem pétalas.
Com pena, perguntou:
– Que coisa horrível… o que te aconteceu?
A rosa respondeu:
– As formigas começaram a atacar-me dia após dia, e agora nunca mais voltarei a ser tão bonita como era antes.
O sapo então disse:
– Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti.